Universidade de Goiás usa IA para caçar fogo no Cerrado
Por Newton Nunes
Ciência e TecnologiaGoiânia
Nova lei sancionada pelo governo estadual promete resolver pendências direto pelo aplicativo de mensagens e ainda lança banco digital.
Por Newton Nunes · 29 de julho de 2026 às 14:31 · 3 min de leitura

Divulgação / AGECOM

Sede da Goiás Tecnologia, em Goiânia — Foto: Yanca Cristina
Goiás resolveu dar um passo rumo à modernidade — ou, pelo menos, direto para a aba de conversas do seu celular. O governador Daniel Vilela (MDB) sancionou, nesta segunda-feira (8), dois projetos de lei que prometem mudar a relação do cidadão com a máquina pública. A grande estrela desse pacote é a promessa de levar serviços do Estado diretamente para o WhatsApp.
Se você já usa o aplicativo para pedir comida, mandar áudio longo e reclamar da vida, agora a meta é resolver pendências governamentais sem precisar sair do pijama ou enfrentar o sol da capital. A tecnologia vem para aposentar aquele site estatal que parece rodar em internet discada dos anos 2000.
Toda essa engenharia digital ficará sob a responsabilidade da Goiás Tecnologia (GOtech), empresa pública que nasce da fusão entre a Goiás Telecom e a Planalto Solar Park. Comandada por João Batista Grego, a estatal assume a missão de integrar sistemas e tocar projetos como a expansão do programa IA Contra o Crime.
A promessa oficial é de agilidade e corte de gastos com burocracia. Resta saber se o atendente virtual do governo vai responder rápido ou se o contribuinte vai ficar plantado no clássico "digitando..." que dura três dias úteis.
Mas a brincadeira não se resume ao aplicativo de mensagens. O pacote econômico também tirou do papel o Pequi Bank, uma plataforma de serviços financeiros desenhada para dar crédito a micro e pequenos empreendedores goianos. A expectativa da equipe econômica é de que a nova instituição movimente cerca de R$ 16 bilhões anualmente.
Para fechar o pacote de inovação, o governo ainda prepara o lançamento do Distrito de Inovação de Goiás ainda para este mês, focado em atrair empresas de tecnologia e gerar empregos na região. No papel, o plano é de primeiro mundo; agora cabe ao pequeno empresário conferir se o crédito vai chegar sem burocracia ou se o pequi vai acabar engasgando no meio do caminho.
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