Saúde em Aparecida: sistema tenta zerar gargalos com WhatsApp e mutirões móveis
Por Sandra Bernardes
AparecidaAparecida de Goiânia
Em agenda em Brasília com o Ministério da Saúde, gestão municipal tenta viabilizar repasses para manter o atendimento e expandir a rede de saúde.
Por Sandra Bernardes · 6 de agosto de 2026 às 19:48 · 4 min de leitura

Prefeito Leandro Vilela, secretário Alessandro Magalhães, dep. fed. José Nelto, ministro Alexandre Padilha e secretário-executivo Nilton Pereira / Fotos: Divulgação Secom Aparecida

Fotos: Divulgação Secom Aparecida
A saúde pública de Aparecida de Goiânia ganhou novos desdobramentos com uma importante agenda em Brasília. Em reunião oficial realizada nesta terça-feira, 4 de agosto, a comitiva municipal — liderada pelo prefeito Leandro Vilela, acompanhado do secretário de Saúde Alessandro Magalhães e do deputado federal José Nelto — apresentou demandas estratégicas ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ao secretário-executivo da pasta, Nilton Pereira Júnior. O encontro teve como pauta central o reforço no custeio do Hospital Municipal de Aparecida (HMAP) e a viabilização de recursos federais para a construção de duas novas policlínicas no município.
Para quem depende diariamente da rede pública, o diálogo entre os entes federativos e a busca por equilíbrio orçamentário são passos essenciais para garantir o acesso contínuo a consultas, exames e internações. Como jornalista e moradora atenta às causas sociais da nossa cidade, sei que cada avanço nas tratativas institucionais representa uma oportunidade concreta de melhorar o atendimento na ponta e oferecer mais conforto às famílias goianas.
Unidade de destaque e referência nacional em cirurgias eletivas pelo SUS, o Hospital Municipal de Aparecida demanda um planejamento financeiro robusto para absorver a crescente busca por procedimentos de média e alta complexidade.
Durante a audiência no Ministério da Saúde, a gestão municipal reforçou a relevância do apoio da União para assegurar a sustentabilidade financeira do HMAP. A expectativa é que o fortalecimento dessa parceria garanta a manutenção do padrão de qualidade do hospital e abra margem para a ampliação de atendimentos especializados. A imprensa acompanhará o trâmite orçamentário nos próximos meses para detalhar os montantes de custeio que serão consolidados e repassados ao município.
Outro ponto de destaque da agenda em Brasília foi a apresentação dos projetos das duas novas policlínicas, desenhadas para descentralizar a atenção especializada e aproximar o atendimento das diferentes regiões de Aparecida:
- Policlínica I (Região do Residencial Cândido de Queiroz): Com investimento total previsto de R$ 18,38 milhões, a unidade contará com o aporte de R$ 17 milhões do Governo Federal.
- Policlínica II (Região do Nova Olinda): O projeto prevê investimento de R$ 17,9 milhões, sendo R$ 16,9 milhões provenientes de recursos do Ministério da Saúde.
As duas unidades terão 3.929,19 metros quadrados de área construída cada uma, integrando um pacote amplo de obras em saúde que abrange também o Centro Especializado em Reabilitação (CER), a UBS Garavelo Residencial Park e a UBS Bairro Independência.
O plano de expansão apresentado reflete um passo significativo na modernização da infraestrutura de saúde em Aparecida de Goiânia, visando à redução de filas e ao fortalecimento da atenção primária e especializada.
Acompanhar de perto o andamento desses projetos — desde a liberação formal das verbas até o início e a conclusão das obras — é o compromisso do nosso trabalho jornalístico. Seguiremos informando a população sobre cada etapa desse processo, mantendo o foco no acompanhamento claro, transparente e construtivo de melhorias que beneficiem diretamente a comunidade.
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