Prefeitura de Aparecida realiza Dia D da Multivacinação neste sábado
Por Ricardo Camargo
AparecidaAparecida de Goiânia
Medicamento de longa duração, essencial para diabéticos, começa a ser entregue na rede pública, mas histórico de falta de insumos acende alerta.
Por Sandra Bernardes · 22 de agosto de 2026 às 19:26 · 2 min de leitura

Foto: Willian Rabello
Para quem convive diariamente com o diabetes — ou acompanha de perto a rotina de um filho pequeno ou de um pai idoso —, cada furada de agulha e cada oscilação brusca na glicose pesam na rotina. Pensando em transformar esse cuidado e trazer estabilidade de verdade, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia deu a largada em um avanço essencial: o início da distribuição gratuita da insulina glargina na rede municipal de saúde.
O novo medicamento, que passa a integrar os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS) em substituição gradual à tradicional insulina NPH, representa um salto expressivo no conforto e na segurança do paciente: exige apenas uma aplicação ao dia, garante liberação lenta e contínua do hormônio e reduz significativamente as temidas crises de hipoglicemia, especialmente durante o sono.
Em Aparecida, onde a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estima a existência de 30 mil a 35 mil adultos diabéticos, a introdução da glargina foi desenhada com critério técnico para evitar desperdícios ou desabastecimento.
O trabalho de triagem começou pelo Centro de Especialidades Municipal (CEM), onde entre 250 e 300 pacientes com perfil prioritário já foram mapeados. O lote inicial conta com 1.200 frascos, e o envio para as 42 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) será dimensionado sob demanda real de cada região.
A assistência farmacêutica e o corpo de endocrinologistas do município estão à frente da transição, orientando os usuários sobre a dosagem correta e encaminhando cada um à sua UBS de referência para a retirada contínua do tratamento.
Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde para a transição inicial da NPH para a glargina, o público prioritário abrange:
- Crianças e jovens: Pacientes de 2 a 17 anos diagnosticados com Diabetes Tipo 1;
- Idosos: Pessoas a partir de 70 anos diagnosticadas com Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2.
A mudança de medicação não deve ser feita por conta própria: o paciente precisa passar por avaliação da equipe de saúde ou do médico especialista que já acompanha o seu quadro clínico para receber a prescrição e as orientações de uso.
Por Ricardo Camargo
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