Pesquisa em Goiás revela variação de até 478% na cesta básica
Por Ricardo Camargo
EconomiaGoiânia
Estado lidera a produção nacional de feijão, mas a alta nos custos de insumos e a instabilidade climática espremem as margens de lucro dos produtores.
Por Sandra Bernardes · 30 de julho de 2026 às 20:48 · 3 min de leitura

Divulgação / Embrapa

Divulgação / Embrapa
Goiás consolidou sua posição como um dos gigantes na produção de feijão no Brasil. No entanto, o título de potência esconde uma realidade dura que se passa da porteira para dentro: produtores goianos travam uma batalha diária contra o clima instável, a escalada nos custos de insumos e as armadilhas de um mercado implacável.
Essa conta, no fim do dia, quem costuma pagar é o elo mais fraco. Enquanto o campo se desdobra para colocar o alimento básico na mesa dos brasileiros, o produtor local lida com margens de lucro espremidas. Fertilizantes caros e a falta de previsibilidade climática transformaram a atividade agrícola em um jogo de alta tensão financeira.
É preciso cobrar respostas claras de quem gere a economia e a agricultura do estado. Se Goiás bate recordes de safra, por que o custo de produção continua sufocando o agricultor e, consequentemente, pesando no bolso do consumidor goiano nas prateleiras dos supermercados? Falta, de forma crônica, uma política pública robusta de garantia de preços mínimos e incentivos que realmente cheguem na ponta.
O jornalismo tem o dever de fiscalizar e cobrar de forma implacável. Ser uma potência de safra de nada serve se quem trabalha duro na terra não colhe estabilidade. Seguiremos pressionando por respostas e acompanhando de perto o que afeta diretamente o bolso do trabalhador.
Por Ricardo Camargo
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