Augusto Cury cresce nas redes após debate presidencial
Por Sandra Bernardes
No Dia Nacional do Voluntariado, a experiência de quem doa escuta e presença nos corredores do Hospital Municipal de Aparecida comprova que a saúde pública ganha força quando a excelência clínica se une à dignidade do abraço humano.
Por Weyder Moreira · 28 de agosto de 2026 às 20:41 · 3 min de leitura

A rotina de um hospital público é frequentemente associada à tensão dos diagnósticos, ao ruído dos aparelhos e à pressa necessária das equipes médicas para salvar vidas. No entanto, a verdadeira recuperação de quem enfrenta a fragilidade da doença depende também de outro remédio fundamental: a presença humana, a escuta atenta e o acolhimento sincero. No Dia Nacional do Voluntariado, celebrado neste 28 de agosto, a experiência vivenciada dentro do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia - Iris Rezende Machado (HMAP) evidencia como a dedicação ao próximo humaniza o tratamento e ressignifica a vida de quem escolhe doar o seu bem mais precioso: o tempo.
A unidade, construída pelo poder público municipal e gerida pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, abriga um trabalho que vai além do protocolo clínico. Em Goiás, o programa reúne mais de 40 voluntários divididos entre o HMAP (com cerca de 30 participantes) e a unidade do Einstein na capital, integrando uma tradição nacional que já soma mais de sete décadas de atuação social no país.
A força dessa engrenagem não está nas estatísticas frias, mas nos vínculos criados à beira do leito. Um desses exemplos é o aposentado Antônio Geraldo, voluntário do HMAP que iniciou sua trajetória solidária em Minas Gerais e encontrou em Aparecida de Goiânia um propósito diário. Para ele, o serviço voluntário não é um favor que se presta, mas uma forma de gratidão pela própria história. Ao trocar o ceticismo do passado pela escuta de pacientes fragilizados, Antônio construiu amizades duradouras nos corredores, arrancando sorrisos mesmo em situações de dor aguda.
Esse impacto é confirmado por quem esteve do outro lado do atendimento. Eva Silva, esposa de um paciente internado no HMAP que já recebeu alta e concluiu o tratamento, relembra com emoção a postura da equipe de voluntários: "Em pleno sofrimento, eles chegavam com palavras bonitas e faziam meu marido sorrir. Fomos tratados como família, e isso fez toda a diferença."
A presença do voluntariado não substitui o trabalho técnico dos profissionais de saúde, mas atua de maneira complementar nas recepções, no ambulatório, nas visitas aos quartos e na brinquedoteca do hospital:
- Gestão e Cuidado: O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, reforça que a solidariedade é indispensável para amenizar o medo e a incerteza naturais do ambiente hospitalar, valorizando o gesto de quem estende a mão à comunidade;
- Visão Integrada: O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, e o diretor do HMAP, Pedro Vieira, destacam que a escuta qualificada favorece o equilíbrio emocional dos pacientes, respeitando a história de cada cidadão e qualificando a assistência prestada pelo SUS.
Cuidar de uma cidade exige infraestrutura, leitos equipados e responsabilidade fiscal, mas uma saúde pública verdadeiramente eficiente não pode prescindir da empatia. Quando a gestão municipal abre espaço para a cidadania ativa e para o trabalho voluntário estruturado, ganha o paciente, ganha o voluntário e ganha toda a sociedade.
💬 Participe do debate:
Você já vivenciou ou conhece alguém que foi transformado pelo trabalho voluntário em hospitais públicos? Como podemos incentivar ainda mais ações de solidariedade em Aparecida e em Goiás? Deixe sua reflexão nos comentários.
Por Sandra Bernardes
Por Ricardo Camargo
Por Ricardo Camargo