Aparecida de Goiânia supera 100 mil empresas ativas e consolida força econômica
Por Ricardo Camargo
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Operação extrema removeu 300 toneladas de entulho no primeiro dia; estimativa é que total de resíduos acumulados passe de 900 toneladas.
Por Fred Kidman · 5 de agosto de 2026 às 21:20 · 2 min de leitura

Divulgação / Secom Aparecida
A omissão urbana, essa velha conhecida de quem vive nos bairros periféricos, ganhou contornos dramáticos em Aparecida de Goiânia. Um imóvel abandonado, transformado em uma verdadeira montanha de lixo de proporções quase arqueológicas, finalmente começou a ser desmantelado após meses de desespero da vizinhança. No primeiro dia de uma operação extrema de limpeza, a administração municipal recolheu nada menos que 300 toneladas de resíduos e derrubou a estrutura física comprometida.
O cenário de degradação remete quase aos piores episódios da peste higienista do século passado, onde o descaso privado condena a saúde coletiva ao redor. Segundo estimativas oficiais, o total de lixo acumulado no local pode chegar a espantosas 900 toneladas — um monumento à negligência que ameaçava diretamente a segurança de dezenas de famílias vizinhas, expostas a roedores, insetos e ao risco iminente de desabamento.
Para dar fim ao pesadelo que se arrastava no bairro Parque Ibirapuera, tratores e caminhões pesados entraram em cena para demolir o que restava da construção condenada. A demolição era o único caminho técnico viável para garantir que o endereço deixasse de ser um ímã de sujeira e focos de doenças na região.
Quem vive espremido contando os centavos para pagar as contas no fim do mês sabe bem o peso de ver seu patrimônio desvalorizado e sua família exposta por culpa de proprietários ausentes, que tratam a cidade apenas como especulação imobiliária. Limpar a sujeira é obrigação imediata do poder público para salvar vidas, mas a verdadeira justiça só se fará quando a conta dessa operação de guerra for cobrada, centavo por centavo, de quem permitiu que o caos se instalasse ali.
Por Ricardo Camargo
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