Pesquisa em Goiás revela variação de até 478% na cesta básica
Por Ricardo Camargo
EconomiaGoiânia
Nova barreira tarifária de 25% acende o sinal de alerta na indústria e no agronegócio goiano, exigindo respostas rápidas.
Por Sandra Bernardes · 26 de julho de 2026 às 20:53 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais
O bolso do trabalhador goiano corre o risco de sentir, nas próximas semanas, o reflexo direto de uma canetada dada a milhares de quilômetros de distância. A decisão dos Estados Unidos de impor uma barreira tarifária de 25% sobre produtos estrangeiros acendeu o sinal vermelho na economia de Goiás, ameaçando diretamente as nossas indústrias e a nossa força de exportação.
Como um estado que se consolidou na venda de commodities e manufaturados para o mercado internacional, Goiás se vê diante de um cenário de incertezas. Com o imposto cobrado pelos americanos lá fora, os produtos goianos correm o risco de perder competitividade de forma imediata. O temor é de que essa barreira gere um efeito cascata preocupante por aqui, resultando em estoques parados e, no pior dos cenários, demissões.
O que a população precisa entender é que essa conta raramente fica restrita aos grandes empresários do agronegócio ou da indústria. Quando as vendas externas de grandes cadeias produtivas despencam, o mercado interno é forçado a absorver o golpe. Os investimentos locais congelam e quem paga o pato é o trabalhador da linha de produção.
A pergunta que não quer calar é: o que as nossas lideranças e entidades representativas estão fazendo para blindar o nosso PIB dessa nova realidade global? Não dá para esperar o desemprego bater na porta das famílias em Goiás para começar a desenhar um plano de contingência. O protecionismo americano é uma realidade dura e Goiás precisa de respostas rápidas, não de discursos protocolares.
Por Ricardo Camargo
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