TCU suspende edital de R$ 1,1 bilhão para o Anel Viário de Goiânia
Por Ricardo Camargo
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Com 74 e 69 anos, os pais serviram de inspiração para que a filha voltasse às salas de aula da EJA na capital.
Por Newton Nunes · 23 de agosto de 2026 às 21:08 · 2 min de leitura

Selma Santos Barrozo, de 51 anos, e os pais Francisco Nonato, de 74, e Maria da Paz, de 69, voltaram a estudar em Goiânia / Foto: Benjamin Bagmanian
Se você acha que o grupo de WhatsApp da sua família já é uma provação diária, imagine dividir o pátio da escola, o sinal do recreio e, quem sabe, até a cola da prova de matemática com seus próprios pais. Em Goiânia, essa dinâmica que parece roteiro de comédia de sessão da tarde virou realidade de pura superação: uma mulher de 51 anos decidiu voltar a estudar e acabou na mesma sala de aula que seus pais, de 74 e 69 anos.
O trio está matriculado na Educação de Jovens e Adultos (EJA), provando que o boleto da vida pode até atrasar o sonho do diploma, mas não cancela a matrícula. Para quem vive na correria de equilibrar o preço do busão com as compras de mercado, a história bate direto no peito. Enquanto tem muito marmanjo por aí inventando dor de cabeça para escapar do compromisso, essa família mostra que o corre de quem vive de salário passa, necessariamente, pela ponta do lápis.
A decisão da filha de retomar os estudos veio justamente após ver o exemplo dos pais, que já frequentavam as aulas na capital. Na prática, a rotina da casa ganhou um novo significado. Em vez de discutir quem esqueceu de tirar a carne do congelador, a pauta do jantar agora envolve regras de português e contas de cabeça.
Para a realidade de quem precisa suar a camisa todos os dias, o acesso a esse tipo de ensino é o investimento que dá retorno imediato na dignidade e, claro, nas oportunidades de trabalho. Afinal, nunca é tarde para aprender a ler o mundo com os próprios olhos — e, de quebra, ter os pais por perto para garantir que ninguém vai cabular aula.
Por Ricardo Camargo
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