Selma Santos Barrozo, de 51 anos, e os pais Francisco Nonato, de 74, e Maria da Paz, de 69, voltaram a estudar em Goiânia / Foto: Benjamin Bagmanian
Família unida também divide caderno: filha de 51 anos estuda com os pais em Goiânia
Por Newton Nunes
GoiâniaGoiânia
Nova insulina de ação prolongada beneficia crianças, adolescentes e idosos; fiscalizamos como será a transição para evitar desabastecimento na ponta.
Por Sandra Bernardes · 24 de agosto de 2026 às 12:30 · 2 min de leitura

Insulina Glargina / Reprodução Redes sociais

Reprodução Redes sociais
Quem tem um filho ou um idoso em casa dependente de insulina sabe que o controle do diabetes é uma batalha diária contra o relógio e contra os picos de glicose. A rede pública de saúde de Goiânia começa a substituir a tradicional insulina NPH pela Glargina, um medicamento conhecido pela sua ação prolongada e por oferecer maior estabilidade ao paciente. A mudança atende diretamente crianças, adolescentes e idosos, grupos que sofrem de maneira mais severa com as oscilações da doença.
A troca é um avanço indiscutível na qualidade de vida de quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). A insulina Glargina é um análogo de ação lenta, agindo por até 24 horas no organismo, o que reduz significativamente o risco de crises de hipoglicemia, especialmente durante o sono — um drama que assombra mães, pais e cuidadores todas as noites. No entanto, o papel do jornalismo sério não é apenas aplaudir a portaria, mas fiscalizar como essa transição será executada na ponta, onde o cidadão de fato precisa de amparo.
Substituir um medicamento de uso contínuo exige planejamento cirúrgico. A transição não pode se perder em burocracias intermináveis ou na falta de informação nos postos de saúde. A gestão municipal e estadual precisa garantir que os estoques estejam abastecidos de forma ininterrupta, pois qualquer atraso na entrega (que exige armazenamento rigoroso sob refrigeração) significa colocar vidas em risco.
Para efetivar a troca e ter acesso à Glargina nas Farmácias Distritais e polos de alto custo (como a Central Juarez Barbosa), as famílias de pacientes prioritários, como os diagnosticados com Diabetes Tipo 1, precisam apresentar a seguinte documentação:
- Documento de identidade com foto (RG) e CPF do paciente e do responsável legal;
- Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) atualizado e comprovante de endereço em Goiânia;
- Laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos do Componente Especializado (LME) devidamente preenchido pelo médico;
- Receita médica em duas vias, com a posologia exata e validade dentro do prazo exigido;
- Relatório médico e exames recentes (como a dosagem de Hemoglobina Glicada - HbA1c) que comprovem episódios de descontrole glicêmico com a NPH e justifiquem a substituição.
Este veículo acompanhará de perto esse processo. Queremos saber se os guichês de atendimento estarão preparados para orientar as famílias ou se o cidadão enfrentará a velha e exaustiva saga de bater de porta em porta em busca de um direito básico. A saúde de quem é vulnerável não espera pelo tempo da burocracia.
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Você ou alguém da sua família enfrenta dificuldades com a entrega de insulinas ou medicamentos de uso contínuo nos postos de saúde de Goiânia? Deixe seu relato e sua cobrança nos comentários.
Selma Santos Barrozo, de 51 anos, e os pais Francisco Nonato, de 74, e Maria da Paz, de 69, voltaram a estudar em Goiânia / Foto: Benjamin Bagmanian
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